A derrota por uma bola a zero no Juventus Stadium, em Turim, foi o epílogo da campanha europeia do FC Porto na temporada 2016/17. Pela primeira vez desde 2001/02, Portugal não terá representação nos quartos de final da prova de clubes mais importante do continente europeu.

Foto: "AFP"

Foto: “Lusa”

O FC Porto viajou até Itália com uma missão hercúlea: Dar a volta a uma desvantagem de dois golos frente à poderosa Juventus, nada mais nada menos que a atual pentacampeã italiana, avassaladora no domínio interno e dona de um calculismo fulcral para poder singrar no plano europeu. Para os comandados de Nuno Espírito Santo, só havia um resultado possível para seguir em prova: Vencer, coisa que só o Bayern de Munique conseguiu fazer no Juventus Stadium para as competições europeias desde a inauguração (2011) do recinto que sucedeu ao Delle Alpi. Nas bancadas, durante os primeiros dez minutos, os “tiffosi” da Juve permaneceram em silêncio para protestar as restrições que lhe têm sido impostas pela direção.

A “Vecchia Signora” demarca-se dos cânones tradicionais do “Calcio” e é uma equipa que pratica um futebol combinativo e vistoso no último terço do campo. Massimiliano Allegri aperfeiçoou a um modelo consistente, exemplarmente desenvolvido e implementado por Antonio Conte que fez com que a Juve recuperasse a hegemonia do futebol transalpino. Na primeira mão da eliminatória, a formação de Turim nunca exerceu um domínio avassalador, mesmo estando em superioridade numérica durante mais de uma hora por conta da expulsão do lateral Alex Telles – Miguel Layun ocupou a vaga na partida da segunda mão. No estádio do Dragão, a formação italiana fez o seu jogo, atacou de forma calculista e dois golpes de mestria foram suficientes para garantir vantagem para a segunda mão. Na noite de Turim, a história repetiu-se. A Juve deu espaço ao adversário para jogar, apresentou-se no seu habitual registo acutilante e ainda antes do final da primeira parte, a eliminatória ficou praticamente sentenciada. No interior da área, Gonzalo Higuaín rematou e Maxi Pereira tocou a bola com a mão. Ordem de expulsão para o uruguaio e grande penalidade a favor da Juventus. Chamado a bater, Paulo Dybala manteve o bom registo a partir da marca dos 11 metros com a camisa da Juve: Em 12 grandes penalidades, converteu 11 em golo. O argentino foi uma dor de cabeça para a defesa portista ao longo dos 180 minutos da eliminatória por conta da sua constante movimentação à procura do espaço.

Com a eliminatória praticamente sentenciada, a Juve abrandou o ritmo da partida e geriu a posse sem se prestar a grandes riscos. Reduzido a dez unidades, o FC Porto exibiu um bom comportamento sem bola, esteve bem em organização defensiva e até poderia ter aproveitado o abrandamento do adversário para chegar ao golo, após uma recuperação de Tiquinho Soares nas imediações da área contrária e uma jogada de contra ataque concluída por Diogo Jota. Incapaz de bater o lendário “Gigi” Buffon, o emblema portuense foi eliminado pela quinta vez sem conseguir chegar ao golo em competições europeias, cenário que já se tinha verificado frente a Nápoles (1974/75), Manchester United (1996/97), Liverpool (2000/01) e Borussia Dortmund (2015/16).

Boas Apostas!