Na segunda parte da análise às equipas da LPB, procuramos os plantéis das seis equipas melhores classificadas na edição do ano passado, onde o SL Benfica foi o campeão nacional. Aliás, a equipa da Luz já começou a nova temporada em excelente plano, com vitórias no Troféu António Pratas e na Supertaça.

SL Benfica

Carlos Andrade Benfica

Carlos Andrade é peça essencial no jogo dos encarnados

Com Betinho Gomes a sair para o MoraBanc Andorra, da Liga Endesa, o Benfica perdeu o seu jogador mais espetacular e também o que conseguia impor um ritmo de jogo bem acima da média na LPB. No entanto, o seu domínio não deverá sair afetado, até porque os encarnados mantém boa parte da estrutura e apostaram em reforços que visam fortalecer a sua rotação. Mário Fernandes e Tomás Barroso serão as opções preferenciais para jogar a base, contando a equipa com Jobey Thomas para ser a sua principal ameaça no tiro exterior. Carlos Andrade e João Soares (ex-Oliveirense) apoiam a partir da posição de extremo, enquanto para o jogo interior, Seth Doliboa, Fred Gentry, Cláudio Fonseca e Ronald Slay (ex- Chalon) oferecem uma rotação difícil de igualar. Os jovens Artur Castela e Carlos Ferreirinho continuam a reivindicar minutos, algo que Carlos Lisboa deverá gerir com maior abertura esta temporada, uma vez que a equipa participará também no Eurochallenge.

Vitória de Guimarães

A equipa orientada por Fernando Sá atingiu a final da competição no ano passado e, para atacar de novo esse objetivo, manteve todos os seus jogadores nacionais, mexendo apenas nos estrangeiros que tinha no plantel. A chegada de Marcel Momplaisir, poste que jogava no Lusitânia e tem muitos anos de LPB, oferece garantias que nenhuma outra contratação poderia dar, enquanto o bósnio Nebojsa Pavlovic, chegado do Eco Orebro da Suécia, já mostrou na pré-temporada poder ser um elemento muito válido na luta pelo ressalto. A mais valia desta equipa continua a ser, no entanto, os seus internacionais. Pedro Pinto fez um excelente campeonato que lhe valeu o regresso à seleção, João Balseiro é um lançador que estará entre os melhores da nossa Liga, José Silva continua a evoluir como um jogador capaz de ocupar diversas posições no campo, Paulo Cunha é garante de experiência e João Guerreiro oferece qualidade à rotação interior. Conseguindo resistir a lesões, o Vitória voltará a estar na frente da perseguição aos encarnados.

CAB Madeira

Mudanças profundas na equipa madeirense que tem vivido com dificuldades financeiras nas últimas temporadas, acabando por ver refletido na parte desportiva, como aconteceu no ano passado, quando ficou sem jogadores estrangeiros para enfrentar o playoff. Da rotação do ano passado, mantém-se apenas Jorge Coelho, um jogador com larga experiência, mas que perdeu parte da época devido a lesão, e Fernando Tavares. O rookie Aaron Jordan, do Southeastern CC, foi o escolhido para conduzir o jogo, contando com André Calabote (ex-Sampaense) e José Correia para a rotação. Jovonni Shuler, também vindo de São Paio de Gramaços, promete ser o jogador mais influente da equipa, enquanto Sampson Carter, rookie de Massachusetts, e Stefan Djukic, que regressa a Portugal depois de passagem por Inglaterra, terão missões no jogo interior. A liderança técnica também mudou de mãos, com João Freitas a ceder o seu lugar a João Paulo Silva, mas a filosofia deverá manter-se semelhante: uma pequena rotação para jogar sempre com muita intensidade e rigor tático.

Sampaense

Outra equipa que viveu uma autêntica revolução este verão, mantendo-se apenas Diogo Gonçalves do conjunto que no ano passado alcançou as meias-finais da LPB. Para o comando técnico chegou o espanhol Félix Alonso, que tentou construir o seu plantel com alguns nomes que fizeram o percurso pelas seleções nacionais mais jovens, tornando a equipa de São Paio de Gramaços um projeto que gera bastante curiosidade. O trio de norte-americanos é composto por Kendall Timmons, que teve uma breve passagem pela Liga da Islândia, Javarris Barnett, o mais experiente, com passagens por Inglaterra e México, e Max Jacobsen, rookie acabado de sair de Clackamas CC. No que toca a jogadores nacionais, Diogo Ventura chega do Algés e Francisco Santos do Guifões para a posição de base, André Miguens (ex- Elétrico) entrará na rotação com missões sobretudo defensivas, enquanto José Miranda (ex- Dragon Force), um atirador, e Rafael Wildner (ex- Estudiantes Lugo), com missão na rotação interior, completam o plantel. Uma equipa muito jovem e inexperiente, mas que poderá mostrar ambição na LPB.

Algés

António Pires Algés

António Pires perante José Barbosa

A equipa orientada por André Martins volta a rejuvenescer o seu plantel, com os abandonos de João Santos e Francisco Jordão a baixarem dramaticamente a média de idades da equipa. António Pires continuará a ser o líder da equipa, com o jovem Francisco Amiel a fazer o seu percurso de formação ao mais alto nível, enquanto Diogo Correia poderá ter, este ano, mais tempo para voltar a mostrar-se um jogador útil no comando defensivo. Rui Quintino passou a ser o elemento mais velho do plantel, contando com Henrique Piedade, uma das revelações do ano passado, para garantir muita luta no ataque ao ressalto. Josimar Cardoso, um poste com experiência na competição, conta agora com a companhia de Pedro Belo, que chega emprestado pelo Benfica para beneficiar de mais minutos de competição e poder, finalmente, mostrar-se um jogador útil para a seleção com os seus 2,12m. O norte-americano G.W.Boom chega da Liga Eslovaca e deverá ter como missão ser o desequilibrador de serviço.

Lusitânia

Nuno Barroso pode ter perdido dois dos mais consistentes jogadores da época passada, Marcel Momplaisir e Jaime Smith, mas não se pode queixar do plantel que terá às suas ordens. Os regressos de Edson Ferreira (ex-Libolo) e Cavel Witter (ex-Recklinghausen) a Portugal, oferecem uma capacidade de impor ritmo de jogo ao nível dos melhores no nosso campeonato. Com Miguel Freitas a oferecer bastantes garantias nesta rotação exterior, os açorianos serão sempre uma equipa difícil de parar. Mohamed Camara (ex- Oliveirense) regressa à equipa para ser o seu líder defensivo, enquanto o jogo interior está entregue à dupla de norte-americanos Willis Hall, rookie de Charleston, e Blake Pool, que jogou no Hertener Lowen da Pro B alemã.