San Marino – Alemanha (Mundial 2018)
O San Marino Stadium, em Serravalle, recebe o encontro mais desequilibrado da jornada de qualificação europeia para o Mundial 2018. A Alemanha lidera o grupo A e mede forças com a frágil seleção de San Marino, formação representante do microestado que é conhecida pelos recordes negativos
A seleção da Alemanha quer garantir o direito de defender o título de campeã mundial o quanto antes. Eliminada nas meias-finais do campeonato da Europa disputado este verão, a seleção germânica entrou com tudo no trilho com destino ao Mundial da Rússia, vencendo os três primeiros jogos de uma forma esclarecedora, confirmando o favoritismo que lhe é reconhecido neste grupo A de qualificação.
O trajeto alemão começou em Oslo, capital da noruega, diante de uma seleção nórdica que possui argumentos na luta pelo acesso ao “play-off” de apuramento. Seguiu-se um triunfo pelos mesmos números na receção à República Checa e novamente com Thomas Muller em evidência, jogador do Bayern de Munique que ficou em branco no Euro 2016 mas já é o melhor marcador alemão nesta fase de qualificação com quatro golos. No encontro mais recente, os alemães mediram forças com a Irlanda do Norte, nação que já tinham defrontado em solo francês e venceram por duas bolas a zero. Em noite de visita a San Marino, a Alemanha não tem a continuidade do percurso 100 por cento vitorioso em causa.
Onze Provável: Aldo Simoncini, Davide Simoncini, Marco Berardi, Della Valle, Brolli, Luca Tosi, Tommaso Zafferani, Mazza, Coppini, Stefanelli, Hirsch
A seleção de San Marino entra em campo apostada em evitar passar por 90 minutos de pesadelo diante da poderosa congénere alemã. Há uma década, após o Mundial disputada em solo alemã, o conjunto germânico conquistou a vitória mais volumosa da sua história em encontros fora de portas precisamente frente a San Marino, com uma goleada por 13 (!) bolas a zero. A diferença qualitativa entre os dois conjuntos continua a ser enorme, mas não se perspetiva que o saldo final deste encontro se reflita num marcador com dois digítos. Não obstante, o objetivo da equipa que representa o microestado europeu é o mesmo de sempre: Perder pela menor margem possível. Nos três primeiros jogos da fase de apuramento, a seleção de San Marino sofreu duas goleadas, mas deu “água pela barba” a pelo menos duas das seleções em causa. Além de ter perdido apenas por uma bola a zero frente ao Azerbaijão, esteve empatada na Norugeua durante mais de 20 minutos, dificultando uma tarefa que parecia fácil para a equipa nórdica. Um golo de Adama Diomandé para os norugueses aos 77 minutos desfez o empate a um golo e permitiu retomar a liderança do marcador, provocando uma queda significativa em termos psicológicos na equipa visitante que permitiu alcançar uma goleada por quatro bolas a uma. Diante da Alemanha, as hipóteses da seleção de San Marino são nulas e a lógica acabará por imperar mais tarde ou mais cedo. Enquanto os índices físicos permitirem, os seleccionados de Pier-Angelo Manzaroli tentarão contrariar o amplo favoritismo alemão.
Onze Provável: Neuer, Hector, Boateng, Hummels, Kimmich, Khedira, Kroos, Ozil, Gotze, Draxler, Muller
Goleada alemã em perspetiva. A seleção de San Marino tentará assegurar um resultado “aceitável” atendendo a que está a defrontar a campeã do mundo, na tentativa de evitar uma goleada com contornos humilhantes.