Green Bay Packers – Seattle Seahawks (NFL)
Há duas semanas os Green Bay Packers eram praticamente dados como mortos mas agarram-se à vida com duas vitórias consecutivas. Agora enfrentam o teste do algodão: os Seattle Seahawks. Em abstrato a equipa de Pete Carroll é de longe a mais competente e equilibrada mas os Packers, quando encostados às cordas, são conhecidos por inventar uma saída do buraco. Sem jogo em corrida Aaron Rodgers vai ter insistir em lançar contra a temível secundária de Seattle. E o clima em Lambeau Field será, mais uma vez, inclemente.
Há duas semanas os Green Bay Packers foram praticamente dados como mortos. Duas vitórias consecutivas – em Philadelphia (27-13) e em casa com os Houston Texans (21-13) operaram o feito de manter a equipa ainda na luta pela divisão e por um lugar nos play-offs. Os Packers ainda não saíram do terceiro lugar da NFC Norte mas estão igualados com os Vikings (seis vitórias e seis derrotas) em resultados e ainda com os Lions (8-4) ao alcance. Este domingo enfrentam o teste mais duro. Os Seahawks, uma das formações mais completas e equilibradas da NFL, descem sobre Lambeau Field. Por tudo o que temos visto esta temporada os Packers são uma formação com várias lacunas mas se há uma coisa em que se aprimoraram foi em sacar coelhos da cartola quando estão encostados às cordas.
Frente aos Texans, Aaron Rodgers completou vinte de trinta passes tentados para um ganho de duzentas e nove jardas e dois touchdowns. Umas das melhores indicações que os Packers receberam em tempos recentes é o regresso de Jordy Nelson ao seu melhor. Os números do domingo passado são elucidativos: cento e dezoito jardas em oito receções e dois TD’s. E estava um tempo medonho. Sem um ataque em corrida que se recomende, o quarterback dos Packers não terá alternativa senão fazer a bola avançar pelo ar contra uma secundária que intimida qualquer oposição. O tempo em Green Bay voltará a estar péssimo, o inverno não é para meninos naquelas paragens. Complica a vida ao QB e aos receivers mas também as defesas que têm que cobrir o campo e não conseguem ter tração para ajustar as coberturas.
Depois dos Seahawks os Packers enfrentam os três rivais da NFC Norte: vão a Chicago, recebem Minnesota em Lambeau Field e fecham a temporada regular frente ao Lions em Detroit. Não sendo fácil é uma calendarização que deixa tudo em aberto. Para chegar aos play-offs Green Bay vai ter que vencer a divisão. Não parece possível que saia um wild card da NFC Norte.
Os Seattle Seahawks estão a ter uma temporada mais inconstante do que se poderia ter antecipado. Isso não os impede de estar no primeiro lugar da NFC Oeste – com oito vitórias, três derrotas e um empate – onde os Cardinals (5-6), segundos classificados, não têm sido a concorrência que se esperava inicialmente. Neste trecho final da época regular Russel Wilson e companheiros vão ter que meter a última velocidade para ainda tentarem ser a melhor equipa da Conferência Nacional.
No passado fim de semana os Seahawks arrasaram os Carolina Panthers (40-7). Um murro na mesa depois de caírem em Tampa Bay (14-5), onde foram limitados a uns míseros cinco pontos. Já era uma tendência que se vinha a insinuar mas o trunfo foi o jogo em corrida: os Seahawks conquistaram duzentas e setenta jardas pelo chão aos Panthers. Thomas Rawls voltou a fazer números impressionantes – cento e seis jardas e dois TD’s – e até Tyler Lockett dá uma ajuda quando é preciso. Já para não falar nas contribuições do próprio Russell Wilson.
A perda de Earl Thomas, que fraturou a perna no domingo e perde o resto da temporada, vai abrir brechas na defensiva dos Seahawks. Carroll gosta das possibilidades que dois safeties lhe dão em campo e mais ninguém neste plantel tem a capacidade de cobrir terreno como Thomas.
Green Bay Packers | Seattle Seahawks | Lambeau Field | 27-17 | |
Seattle Seahawks | Green Bay Packers | CenturyLink Field | 28-22, OT* | |
Seattle Seahawks | Green Bay Packers | CenturyLink Field | 36-16 | |
Seattle Seahawks | Green Bay Packers | CenturyLink Field | 14-12 |
*play-offs
Green Bay venceu o último confronto com Seattle, no ano passado. Mas foi o único dos últimos quatro em que teve sucesso. Por coincidência, ou não, foi também o único em que jogou em casa.