Andrey Rublev – Marin Cilic (ATP Genebra)
Marin Cilic joga o seu sexto torneio do ano, depois de uma lesão no ombro lhe ter roubados os dois primeiros meses da temporada. Vai-se estrear no Open de Genebra diante do jogador mais jovem em prova mas aconselha-se ao croata muita cautela. Apesar dos seus dezassete anos, Andrey Rublev tem aproveitado cada oportunidade no quadro principal para marcar terreno, causando danos em jogadores muito mais cotados e experientes. A última vítima, que ficou por terra para que o russo chegasse a esta segunda ronda, foi Jarkko Nieminen.
Andrey Rublev tem dezassete anos e um aspeto físico que evidencia a tenra idade que tem. É franzino e tem uma cara que grita adolescente a alto e bom som. Mas podem começar a fixar o nome, se nenhum azar lhe cortar o caminho, ele será um dos tenistas do top da sua geração. Esta segunda-feira o russo atingiu a sua melhor posição de sempre no ranking ATP. É agora o número duzentos e vinte e nove mas convém perceber que ainda há um ano estava no para lá do top-500. Uma coisa que salta à vista neste adolescente é a capacidade que tem demonstrado para agarrar as poucas oportunidades que tem tido para marcar terreno. Rublev fez sobretudo torneios do circuito de challengers mas sempre que conseguiu entrar nos quadros principais das séries ATP nunca deixou de ir, pelo menos além da primeira eliminatória, fazendo-o, inclusive, à custa de tenistas bem mais experientes e cotados. Pablo Carreño Busta, por exemplo, já foi por ele derrotado duas vezes esta temporada, na primeira ronda de Miami (1-6, 6-1, 6-4) e no qualifying para o Masters de Roma (6-4, 6-7, 6-3). Mas a sua vitória mais expressiva, até ao momento, foi sobre o espanhol Fernando Verdasco, trigésimo terceiro do mundo, na ronda inaugural de Barcelona, por sets diretos (7-6, 6-3).
Andrey Rublev recebeu um wild card da organização para disputar o novo torneio suíço e já fez por merecer a confiança. A mais recente vítima foi Jarkko Nieminen (86º). O jovem russo fez dez ases e aproveitou quatro dos seis pontos de break que teve à sua disposição para eliminar o finlandês e causar grande sensação. Tem pela frente o maior desafio profissional da sua novíssima carreira ao mais alto nível: medir forças com um jogador do top-10 com um título de Grand Slam na bagagem.
O vencedor do Open dos Estados Unidos é o segundo cabeça de série do novo evento da série ATP 250. É mais uma etapa de preparação em contexto competitivo, absolutamente imprescindível para um atleta que teve um arranque de temporada tardio e lento, devido a lesão. Depois de se tornar o terceiro tenista no ativo a conquistar um título de Grand Slam – Wawrinka e Murray são os outros – para além dos multi-consagrados Federer, Nadal e Djokovic, esperava-se que Marin Cilic relançasse a sua carreira, que sempre se antecipou pertencer ao top-10. E durante o que restou da temporada passada essa expetativa manteve-se. Mas os percalços são comuns no percurso da carreira do croata e voltaram a travessar-lhe o caminho. Desta feita foi na forma de uma lesão no ombro, que exigiu correção cirúrgica, e que obrigou a perder os dois primeiros meses de competição de 2015. Na prática, um pouco mais do que isso, porque assim que esteve apto teve que recomeçar a treinar, o que implicou a estreia na época em curso a meados de Março, no piso rápido de Indian Wells. Cilic leva um registo de três vitórias e cinco derrotas e o Open de Genebra será o sexto evento ATP em que participa em 2015. Até agora a prestação mais conseguida foi em Monte Carlo, onde atingiu os quartos de final, tendo sido eliminado pelo número um mundial, Novak Djokovic (6-0, 6-3), depois de nas rondas anteriores ter passado por Florian Mayer (6-3, 3-6, 6-3) e Jo-Wilfried Tsonga (6-3, 7-6).
Será uma estreia absoluta, o confronto entre ambos.
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