Os vice-campeões europeus em 2013 e campeões da Alemanha em 2011 e 2012, enfrentam actualmente uma situação muito complicada. O Dortmund é o lanterna-vermelha da Bundesliga, mas na Liga dos Campeões continua a dar cartas.
Bipolaridade
Quem olhar para a classificação da Bundesliga e do Grupo D da Liga dos Campeões, fica pasmado ao ver o Dortmund como o último classificado na Alemanha e o primeiro na Europa. Um sentimento de surpresa que invade os adeptos mais distraídos, ficando alguns mesmo a pensar se se tratará da mesma equipa.

Jurgen Klopp está nos bons e maus momentos deste Borussia, não pensa em demitir-se e, aparentemente, os adeptos também não querem que o faça
Se por um lado o Dortmund soma 11 pontos no campeonato, fruto das 3 vitórias, 2 empates e 8 derrotas, com 14 golos marcados e 21 sofridos, na Liga dos Campeões a situação é claramente diferente. A equipa germânica domina um grupo composto por Arsenal, Anderlecht e Galatasaray. Com 12 pontos, 4 vitórias e 1 derrota, o Dortmund encontra-se no 1º lugar e já está classificado para os oitavos-de-final, somando até ao momento 13 golos marcados e apenas 3 sofridos.
Ao fim de 13 jornadas, a equipa orientada por Jurgen Klopp vive um cenário negro a nível interno mas longe ainda da descida ser uma situação possível. O técnico alemão afirmou esta semana que, caso os adeptos do Dortmund queiram sucesso imediato devem transferir-se para o Bayern Munique.
Com contrato válido até 2018, começam a pairar no ar algumas dúvidas sobre a possibilidade de Klopp não cumprir o contrato. Uma hipótese já afastada pelo próprio, apesar de não faltarem clubes que gostariam de contar com os seus serviços.
O antigo técnico do Mainz, vive o momento mais delicado desde a sua chegada ao Dortmund, em 2008. Com dois campeonatos, uma Taça da Alemanha e duas Supertaças, Klopp apenas é ultrapassado por Ottmar Hitzfeld, maior responsável pelas conquistas da década dourada de 90, com duas Ligas, duas Supertaças e uma Liga dos Campeões.
Lesões
Os jogadores do Dortmund reconhecem que estão a passar um momento complicado, mas parte deste cenário deve-se à onda de lesões que o clube tem sofrido. O capitão Hummels foi um dos jogadores que já passou pelo centro médico está temporada, juntamente com Marco Reus, jogador mais influente, Gundogan, Mkhitaryan, Sokratis, entre outros.
Outro dos grandes problemas de Klopp é a ausência de Lewandowski. O avançado polaco rumou ao rival Bayern Munique e, para colmatar a sua saída, chegou Ciro Immobile, antigo avançado do Torino. O italiano já leva 6 golos mas ainda não encontrou definitivamente o seu espaço no modelo táctico desenhado pelo técnico alemão.
Apoio
O actual momento de forma não é desculpa para os adeptos ficarem em casa. Antes pelo contrário. A má sequência de resultados faz com que os adeptos germânicos apoiem efusivamente o Dortmund.

Embora com má campanha na Bundesliga, o Borussia goza do apoio dos seus adeptos, e resolveu homenageá-los, colocando os jogadores a servirem-lhes cerveja
O Signal Iduna Park tem uma lotação superior a 80 mil pessoas e em todos os jogos em casa os seguidores não se inibem de puxar pela sua equipa. Considerados por muitos como uns dos adeptos mais fervorosos do Mundo do futebol.
Os 22 pontos de diferença para separam o 1º, Bayer Munique, e o 18º, Dortmund, já fez soar o alarme. Já não existe margem de erro e por isso agora é focar as atenções no campeonato e começar a ganhar os jogos para que a classificação passe a reflectir o real valor da equipa.
A época até começou bem com o triunfo sobre o Bayern para a Supertaça por 2-0 mas desde então o percurso na Liga não tem sido favorável, contrariando as expectativas da equipa. A Liga dos Campeões afigura-se como um refúgio possível para fazer face aos desaires internos.
O Dortmund lançou recentemente uma campanha para agradecer o apoio dos seus adeptos. Os jogadores serviram cervejas aos seus fãs e pediram desculpas pela classificação pouco digna de um clube com o historial do Borussia.
Klopp e os seus jogadores estão determinados em contrariar este ciclo negativo de forma a não transformar o ano de 2015 igual ao de 1972, quando o Dortmund caiu para a II Liga, e só regressou ao principal escalão alemão em 1976.
Boas Apostas!