Canadá – Costa Rica (Gold Cup 2015)
Momento das decisões no Grupo B da Gold Cup, com a terceira jornada a chegar com ainda tudo por decidir. Se no jogo entre Jamaica e El Salvador deverá ficar entregue o primeiro lugar – os jamaicanos vão sendo, até ao momento, a equipa mais sólida do grupo -, no encontro entre Costa Rica e Canadá deverá decidir-se o segundo e o terceiro classificado. Os canadianos ainda não marcaram qualquer golo na presente edição da prova, alimentando alguma desilusão por prestação tão cinzenta, mas a Costa Rica também está muito longe da solidez esperada/prometida. Perante este quadro, quem será mais forte para seguir em prova?
Para o Canadá, este é mesmo um jogo de tudo ou nada. A equipa canadiana desiludiu, não demonstrando a evolução que se esperaria notar nos dois jogos disputados. A grande falha situa-se mesmo no momento ofensivo, com os canadianos a não marcarem qualquer golo nos dois jogos disputados. A ter que decidir a sua vida futura perante a Costa Rica, que era considerada favorita à entrada para a prova, os homens liderados por Benito Floro sabem ter missão bem complicada entre mãos. As opções técnicas evoluíram do primeiro para o segundo jogo. Se frente a El Salvador a postura passou por ter um meio-campo mais povoado e musculado, de forma a evitar uma derrota na abertura, já perante a Jamaica a equipa dispôs-se num 4-3-3 que esperava poder aproveitar, no contra-ataque, a subida dos Reggae Boyz na procura do golo. O que acabou por acontecer foi que, com a primeira abordagem, a equipa até teve mais bola e oportunidades, enquanto perante a Jamaica a equipa canadiana saiu quase vulgarizada. Sabendo que mesmo um empate não deverá ser suficiente para alcançar o terceiro lugar no Grupo com pontos suficientes para seguir para os quartos-de-final, a única opção do Canadá é jogar, desta vez, para ganhar. Nik Ledgerwood e Samuel Piette, depois de verem dois amarelos, serão ausências notadas nesta partida.
Onze provável: Stamatopoulos – Hainault, David Edgar, Jakovic, Marcel de Jong – Bekker, Straith, Julián de Guzmán – Ricketts, Cyle Larin, Akindele.
A Costa Rica surgiu nesta Gold Cup ainda alimentando a memória do último Mundial e beneficiando do estatuto de cabeça-de-série, mas a verdade é que um ano depois e num contexto bem diferente, Los Ticos têm sentindo muitas dificuldades para se imporem. Mudou, fundamentalmente, o facto de nesta prova a Costa Rica ser encarada como favorita e, desse modo, responsável por procurar a vitória, algo que não acontecia no Mundial. Mudou, também, o treinador e, sobretudo, o estatuto de alguns jogadores. Quererá isto dizer que a Costa Rica não tem condições para lutar pelo título? Nada disso. A Costa Rica continua a ter um plantel cheio de talento que pode bem ambicionar chegar longe, já que não fica a dever, no cara-a-cara, para nenhum dos outros favoritos. Mas tendo já desperdiçado pontos frente a El Salvador e não ter ido além do empate, também, contra a Jamaica, deixa Los Ticos na obrigatoriedade de vencer o Canadá e, ainda assim, sem qualquer garantia de acabar o grupo em primeiro lugar. Depois de ter rodado alguns jogadores nas duas primeiras partidas, espera-se que Paul Wanchope possa apresentar o seu onze mais forte neste encontro.
Onze provável: Esteban Alvarado – Gamboa, González, Roy Miller, Junior Diaz – Celso Borges, Ulloa, Cubero – Bryan Ruiz, Joel Campbell – David Ramirez.
O histórico de confrontos entre as duas seleções é favorável aos costarriquenhos.
Canadá | 0-1 | Costa Rica | Amigáveis 2013 |
Costa Rica | 2-2 | Canadá | Gold Cup ´09 |
Canadá | 1-1 | Costa Rica | Amigáveis 2007 |
Costa Rica | 1-2 | Canadá | Gold Cup ´07 |
Canadá | 0-1 | Costa Rica | Gold Cup ´05 |
Com a Costa Rica a ver-se obrigada a confirmar o seu favoritismo com uma vitória, de modo a não ficar dependente de outros resultados, o Canadá não quererá deixar a prova sem marcar um golo e apresentar sinais mais evidentes da sua evolução.
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