Com o campeão em título, Costa do Marfim, a liderar as apostas para terminar em primeiro deste grupo, espera-se forte competitividade para descobrir quem é o segundo classificado. Teremos um pouco de tudo. Marrocos em busca de glórias do passado, RD Congo com esperança na afirmação total e o Togo a oferecer ao seu melhor jogador de sempre um palco para renascer. Um grupo onde tudo pode, mesmo, acontecer.
Costa do Marfim

Bailly é líder defensivo na Costa do Marfim
Uma nova geração toma as rédeas da seleção da Costa do Marfim depois do título de 2015, o que pode fazer baixar a pressão que a equipa vem sentido ao longo da última década, sempre vista como campeã obrigatória. Saíram os irmãos Touré, saiu o guarda-redes Boubacar Barry e a nova aposta dos marfinenses faz-se a partir de uma linha defensiva muito forte, com Serge Aurier e Eric Bailly como principais referências, e a juventude de Seri e Zaha a procurar espaço de afirmação. O grupo mantém alguns elementos com experiência internacional, como Salomon Kalou ou Wilfried Bony, garantindo dessa forma a capacidade para se manter como mais que provável vencedor do Grupo C. Para levar essa ambição até a novo título, esta equipa em construção precisará, no entanto, de algo mais que promessas.
Marrocos

Manuel da Costa, um “português” na equipa marroquina
2004 marcou o último sucesso dos marroquinos na Taça das Nações Africanas, nunca mais tendo ido além da fase de grupos. No entanto, este ano há razões para ter confiança. A chegada de Hervé Renard, que ainda busca encontrar o melhor sistema para a equipa, traz um técnico com experiência ganhadora, enquanto o plantel tem muitos pontos fortes. No centro da defesa, Benatia e Manuel da Costa dão garantias. Boussoufa, Dirar e Carcela-González são nomes que elevam a fasquia da criatividade. El Arabi pode, facilmente, aparecer como um finalizador nato neste contexto. Com todos estes dados, Marrocos poderá surgir como uma equipa até com capacidade para surpreender nas fases a eliminar. Mas o primeiro passo será mesmo terminar com a malapata que os têm deixado ficar mal edição após edição.
RD Congo
O pódio alcançado na última edição transforma os congoleses de equipa-surpresa em conjunto com responsabilidades. A grande dúvida será perceber como o técnico Florent Ibengé e os seus jogadores correspondem ao novo contexto que têm pela frente. O primeiro problema surge com a lesão de Bolasie, que falha esta competição, deixando o futebol ofensivo da sua equipa entregue a jogadores como Mbokani e Cédric Bakambu. A organização defensiva não é forte desta equipa, pelo que o grupo com que se depara também não significam boas notícias, já que terá pela frente outros conjuntos que têm na criatividade boa parte da sua força. Um teste exigente às capacidades dos congoleses, que sentirão ter pela frente um momento de mudança de rumo da sua realidade. Novo sucesso significará, sem dúvida, maior ambição para alcançar uma presença num Mundial.
Togo

Ade-Maior, who else?
Conduzidos por um dos “feiticeiros” do futebol africano, o técnico francês Claude Le Roy, os togoleses chegam a mais uma grande competição sem se perceber minimamente até onde podem chegar. O seu único sucesso na CAN aconteceu em 2013, com uma presença nos quartos-de-final, depois de terem marcado presença no Mundial 2006. Ao ser contratado, Le Roy fez questão de trazer de volta duas referências deste país, o guarda-redes Agassa e o avançado Adebayor, que chegam à competição sem terem contrato assinado com nenhuma equipa. Este contexto de ter algo a provar poderá ser muito interessante para o Togo, funcionado como motivação de um grupo que tem mais nomes de elevada experiência, como Mammah, Romao, Gakpé ou Floyd Ayité. Até onde essa motivação será suficiente para chegar ao segundo lugar é o que fica por descobrir.
A nossa aposta
Com a Costa do Marfim a mostrar melhores condições para fazer uma fase de grupos com regularidade, Marrocos é o conjunto com mais elementos positivos numa análise que, ainda assim, compreende fatores de qualidade para a RD Congo e para o Togo, abrindo-se assim o campo de competição por um segundo lugar entre os apurados.
Boas Apostas!