Recentemente, têm vindo a crescer rumores de que o presidente Silvio Berlusconi está perto de vender o AC Milan a um consórcio chinês, embora a identidade dos compradores ainda seja desconhecida. De acordo com o jornal italiano Corriere dello Sport, existia já um acordo entre os dois lados e estes iriam assinar um pré-acordo num local secreto esta segunda-feira, pré-acordo este que consistia na venda de 70% dos Rossoneri até Junho, enquanto que os restantes 30% seriam vendidos pela Fininvest, companhia fundada por Berlusconi, durante o período de um ano. Parte da razão da venda poderá ser devido às contas actuais da empresa, que se vê forçada a cobrir 89 milhões de euros em prejuízo do ano 2015. O negócio com o consórcio chinês é estimado ser à volta de 700 milhões de euros.
Investidores adiantaram 150 milhões de euros a Berlusconi

Ex-primeiro ministro negoceia a venda do antigo colosso italiano com investidores chineses.
Os investidores chineses interessados em comprar o AC Milan queriam, aparentemente, uma resposta do presidente Silvio Berlusconi até esta quarta-feira, no entanto, o cepticismo do magnata italiano tem sido o factor por detrás dos inúmeros contratempos na venda do clube. O conglomerado chinês respondeu com um depósito de 150 milhões de euros como garantia de que os seus recursos financeiros por trás deste negócio são confiáveis. Contudo, os investidores parecem estar a ficar ousados e exigiram uma resposta de Berlusconi até esta quarta-feira. O presidente era esperado ter acordado, ou descordado, com o pré-acordo para a venda do clube, que o deixaria permanecer como presidente honorário, uma vez que este não se quer afastar do Milan, mas permitiria aos investidores chineses ter controlo operacional. Uma das prioridades para os investidores chineses seria a construção de um novo estádio. Contudo, novas informações dizem que Silvio Berlusconi irá garantir exclusividade aos investidores chineses até ao final da semana, mas a decisão final não será feita ainda este mês. O magnata chinês Jack Ma é quem está a ser ligado à compra do clube italiano.
O jornal italiano Corriere della Sera publicou na terça-feira que Berlusconi tirou mais algum tempo para reflectir melhor sobre esta proposta, mas que deveria assinar um contrato de exclusividade com o grupo ainda hoje ou amanhã, salientando ainda que este acordo não é vinculativo, mas uma vez assinado, haverá um período de co-gestão em que o grupo chinês terá de aprovar todos os movimentos do clube, incluindo patrocínios e contratos dos jogadores. Contudo, visto que o ex-primeiro ministro de Itália não deverá dar uma resposta definitiva até ao fim do mês, este vai aproveitar este momento para considerar a proposta e ficar a conhecer melhor o grupo que pretende assumir a parte dele como presidente do Milan, antes de assinar um contrato vinculativo que significaria o fim da sua propriedade sobre os Rossoneri.
Possível saída de Galliani e Donnarumma?

Tão grande como os seus 1,96m de altura, Donnarumma promete dar que falar no futebol transalpino.
A nova administração do AC Milan poderá, supostamente, mandar embora o actual vice-presidente do clube, Adriano Galliani, e Gigi Donnarumma juntamente com ele. As negociações com os chineses ainda estão a decorrer, no entanto, segundo o que o jornal desportivo italiano Tuttosport informa, o vice-presidente Galliani poderá ser um dos primeiros directores a deixar o clube sob a nova administração. Contudo, embora os Ultras do AC Milan tenham já exigido a saída de Galliani, por estarem desagradados com o facto de passarem 3 anos consecutivos sem ingressarem na Liga dos Campeões, e com o empate do fim-de-semana com o Frosinone, as coisas complicam-se ainda mais esta temporada. No entanto, a saída do vice-presidente poderá causar um impacto no mercado de transferências, visto que este tem um acordo em vigor com o agente de Donnarumma para estender o contrato do jovem guarda-redes de 17 anos até 2019, incluindo um aumento de salário, embora ainda nada esteja escrito. Portanto, a saída de Galliani poderá colocar o futuro de Donnarumma em causa, com clubes como o Barcelona, Manchester United e Chelsea teoricamente interessados no jovem.
Brocchi precisa de Berlusconi

A permanência de Brocchi poderá não só estar dependente da conquista da Taça de Itália, como também da permanência de Berlusconi como presidente dos Diavolo
O técnico Christian Brocchi, que assumiu os comandos dos Diavolo recentemente, precisa de vencer a Taça de Itália e está dependente de Silvio Berlusconi para permanecer como treinador principal do clube italiano. Brocchi foi promovido das camadas jovens após Sinisa Mihajlovic ser demitido no mês passado, no entanto, tem atravessado dificuldades em somar resultados positivos. O actual técnico dos Rossoneri está dependente de dois factores.
Primeiro, precisa de levar a equipa à vitória na Taça de Itália contra a poderosa campeã Juventus, o que significaria que dessa forma estariam a carimbar uma presença na Liga Europa para a próxima temporada. Segundo, precisa que Silvio Berlusconi recuse a venda do clube aos investidores chineses e permaneça em plena posse dos Diavolos. É um facto que a venda do clube tem sofrido vários atrasos e o ex-primeiro ministro italiano ainda não concedeu a exclusividade do clube como era previsto. O jornal desportivo italiano Tuttosport acredita que caso Berlusconi recuse a proposta de venda do clube, a corrida pelo lugar de treinador dos Rossoneri será disputada entre três pessoas: Christian Brocchi, actual técnico do Milan, Vincenzo Montella, técnico da Sampdoria, e Marco Giampaolo, técnico do Empoli.
Boas Apostas!