Alemanha – São Marino (Mundial 2018)
Falemos de jogos que não têm qualquer história, não interessam a ninguém – a não ser se formos seguidores da conta no Twitter da Federação de São Marino, a conta mais humorística que o futebol oficial nos pode oferecer – e que, em suma, não adianta minimamente à história desta modalidade. Um jogo entre a Alemanha e São Marino é um prémio da lotaria que leva os jogadores de São Marino, na sua maioria com um nível de equipa distrital em Portugal – se nos pusermos a comparar – a encontrarem-se com os campeões do mundo em título. Para os alemães, aliás, este jogo nem chega a contar como preparação para a Taça das Confederações, visto que não haverá oposição da parte do seu adversário e este ano o Tahiti não se apurou para a prova que reúne os campeões de cada continente.
A Alemanha está a caminho da Rússia para disputar a Taça das Confederações, mas, antes disso, terá que expor os seus jogadores ao tipo de jogos que, em termos oficiais, já só vemos nos apuramentos da UEFA e, aqui ou ali, num qualquer sorteio de uma Taça Nacional que mete uma das equipas mais fortes a defrontar um adversário de baixo valor. É uma festa? Para São Marino poderá ter sido uma festa, da primeira vez que aconteceu, no entanto, passam-se anos e a repetição deste feito em nada adianta para uma selecção que não tem condições territoriais nem demográficas para aspirar a nada mais do que ser o bombo da festa das provas da UEFA. Ao contrário de outros territórios onde tem sido possível desenvolver um mínimo de investimento em camadas jovens e em estruturas para melhoria das condições de prática, São Marino não se encontra nas mesmas condições. Mas, voltando à Alemanha, um treino de conjunto entre os jogadores seleccionados por Joachim Low daria maior competitividade aos jogadores que terão, na Taça das Confederações, testes mais exigentes às suas capacidades. O técnico alemão decidiu-se a dar descanso a nomes como Neuer, Hummels, Howedes, Ozil, Kroos, Khedira, Thomas Muller e Mario Gomez, provavelmente a pensar já no Mundial do próximo ano. Para este encontro não será problema.
Onze Provável: Trapp – Sule, Rudiger, Ginter – Kimmich, Goretzka, Rudy, Hector – Draxler – Stindl, Wagner.
São Marino é sinónimo de derrotas, derrotas e mais derrotas. Um processo repetitivo sem evolução visível nem possível dentro de um contexto que apenas expõe esta pequena nação à sua eterna insignificância desportiva. Para o caso, é bom entender que São Marino nem é a mais forte das nações que participa em provas alternativas à UEFA. Tudo dito sobre esta equipa? Quase. Cinco jogos, cinco derrotas, um golo marcado e vinte e três sofridos. Pesado, muito pesado. Aliviado com o humor do gestor de redes sociais que vai transformando esta caminhada para lado nenhum num rol de boas piadas e melhor disposição. Em jogo amigável disputado no final de Maio, frente a uma Itália B, São Marino perdeu por 0-8.
Onze Provável: E. Benedettini – D. Cesarini, M.Cevoli, J.Biordi, C. Brolli – Hirsch, M.Cervellini, A. Golinucci, M.Vitaoli – L.Tosi, D. Rinaldi.
Treze, seis, oito. As goleadas impostas pelos germânicos nos encontros disputados frente a esta selecção.
Frágil demais, desinteressante demais.